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9 de agosto de 2015

Tree of Savior: tem cara de Ragnarok

Boa noite, meus queridos! Hoje estarei comentando em primeira mão o beta de um dos MMOs mais esperados de todos os tempos: Tree of Savior. Eu e mais 5000(na verdade, soltaram mais 3000 keys, então são 8000) pessoas fomos sorteadas a jogar no Closed Beta 3 de ToS por 10 dias do servidor americano e relatar todos os erros, bugs e problemas de todos os tipos desse jogo (e devo dizer que tá bem grandinho).

Eu devo confessar que só fiquei sabendo desse jogo por causa dos meus amigos e eles tavam muito mais empolgados do que eu pra jogar, mas... TRISTE SORTE DO DESTINO! (E ainda por cima ganhei num sorteio mó nada a ver no facebook) #roxasbabaca

Sem mais delongas, vamos ao jogo!

Tree of Savior
História: A humanidade vivia em paz e harmonia com os deuses. Haviam muito deles, todos eram gentis e sempre ouviam as preces dos humanos. Certo dia, os deuses pararam de responder tais preces, mas ninguém levou a sério. Semanas, meses e nada dos deuses aparecerem. Até que num fatídico dia, uma das mais importante capitais daquele mundo foi devastada por uma praga que emergiu junto com uma árvore que cresceu e "engoliu" rapidamente a cidade. Não bastasse somente a árvore, chamada Árvore Divina, ter destruído casas, castelos e comércios, a árvore transformou pequenas flores em terríveis monstros que devoram humanos; fofos cachorros em ferozes lobos gigantes que se voltaram contra seus donos... Este dia foi conhecido como o Dia da Árvore Divina. Após 4 anos sem resposta dos deuses e toda essa catástrofe acontecendo, os humanos decidiram agir.

E com esse plot default dá todo um bom motivo pra fazer um mmo, onde ninguém lê a história. Fala a verdade, quem se importa com história de mmo? De verdade? Eu definitivamente não sou desses, só quero jogar e ter o pet mais fofo.

Jogabilidade:  Há três modos de jogar ToS: com teclado, com mouse e com controle.
Controle x Mouse/Teclado
Para aqueles que gostam do estilo de combate de Ragnarok, ele é completamente funcional para isso, que é o modo mouse. Nesse modo é bem mais fácil de jogar com mago e arqueiro, que dá para mirar mais facilmente e é mais parecido com estilo Point-and-click.
O modo teclado também é bem tranquilo de usar e é o default do jogo. Nada muito especial. É quase a mesma coisa do modo mouse, mas não tão intuitivo de mirar. De resto, mesmo estilo de muitos outros mmo's.
E uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o fato de jogar com controle. Primeiro eu demorei pra descobrir que podia jogar com controle e, quando descobri, nuss. O jogo se transformou pra mim. Super flúido, fazia sentido pular, não tem rolamento, mas o pulo ajuda a esquivar dos ataques, é muito mais tranquilo usar as skills... Muito fácil e fluido de usar com guerreiros, que precisam ficar indo de um lado pro outro pra desviar dos golpes e partir pra cima dos monstros.
O jogo, porém, é bem esperto e consegue navegar de um modo pra isso sem que você precise configurar toda vez. O modo controle ainda tá bem cru e muitas das funções dele acabam falhando, especialmente na seleção de menu. Então, quando eu estou na cidade e vou comprar algo, eu simplesmente pego meu mouse e vou clicando nas coisas. Terminado as compras, eu pego meu controle de volta e continuo minha vida. Muito simples.

Outro ponto bastante positivo do jogo é que tem boss. Muito boss. Não é um, dois, três bosses... São MILHÕES! Tem uma quest de catar florzinha e...
Cada boss tem sua jogabilidade, seus ataques, seus especiais... Ainda não estão balanceados por membros na party (ou seja, o primeiro boss que você enfrenta ele é bem complicadinho se for sozinho, mas se tiver 2 pessoas, ele se torna ridículo e sem graça de tão fácil), mas eu acho que deva ser por conta do beta.

Tem gente que está reclamando da quantidade de bosses que tem no jogo, mas é justamente por eles que estou achando ele todo especial. Apesar que muitas das pessoas que estão jogando ToS na realidade querem jogar Ragnarok, Ragnarok é um MMO muito... Crú. Foi um que revolucionou, deixou popular, merece todos os prêmios, porém... Porém ele tem 11 anos, muitos outros surgiram do mesmo estilo dele (ou iguais) e, sim, as pessoas cansam do estilo. Rejogam algumas vezes (inclusive ainda tem servidores vivos desse jogo), mas... Precisamos de algo novo. Os boss são legais e ponto final.

Curiosidades:
  • Outros betas virão, então, se quiser poder algum dia receber a sua key, acesse esse link aqui, se cadastre no site e torça pra poder jogar e testar o jogo antes de todo mundo. Ou se você é do futuro e já lançaram ToS, talvez o link de download esteja nesse site, porque o jogo é FREE TO PLAY.
  • Apesar de todo mundo correndo neste beta, todo mundo vai perder tudo o que conseguiu assim que o beta acabar. ):
  • O jogo pode ser rodado numa batata, então fique tranquilo se você acha que seu computador não aguenta.



-Ah, Roxas, eu tenho uma dúvida. Tem muito BR no jogo?
Infelizmente, brs e jajaja estão em todos os lugares... KS, chamando os outros de noob, bots para matar mobs, mony pls... Não tem como fugir deles...

22 de maio de 2015

Matemática e ciência para otakus

Boa nooooite, meus queridos!
Há algum tempo surgiu no chat do AK uma conversa sobre escola e o quanto ela é importante e insuportável ao mesmo tempo. Professores sem a mínima vontade de ensinar, alunos comendo meleca e seu boletim sangrando de tantas notas abaixo da média.
-Roxas, não me lembre dessas coisas

A questão é que hoje meu post será um pouco diferente. Talvez não seja útil pra aqueles que sempre entendem seu próprio caderno e anotações, mas pros que não entendem nada de matemática, física e química, podemos considerar que é a sua salvação.

Série Guia em Mangá
Da editora novatec, esta é uma série ilustrada de mangás feito em conjunto com pesquisadores de diversas universidades japonesas com diversos mangakás que não necessariamente entendem do tema. Com uma parceria desta, um super pesquisador e um artista cheia de ideias e dúvidas na cabeça, eles conseguiram condensar muitos dos conteúdo do ensino médio e primeiros semestres do ensino superior japonês (uma ênfase nesse japonês porque não é só porque é básico lá que vai ser de boas aqui).

Esse é o meu guia de cálculo, o que me salvou de reprovar a matéria pela 5ª vez
Como o intuito do mangá é fazer pessoas que não entendem nada de nada da matéria tenham uma luz pra saber o que diabos está acontecendo, pouquíssimas fórmulas são apresentadas durante o desenrolar das historinhas, apesar de cada capítulo ter no finalzinho a teoria melhor explicadinha. Mas de fato não é o foco explicar a fórmula, e sim mostrar como, onde e porque são utilizadas de uma forma que qualquer otaku consiga entender.

Como o mangá, obviamente, foi feito no Japão, o foco são os alunos que acabaram de sair do ensino médio de lá. Do ensino médio, eu só possuo o mangá de física e, mesmo este, se você depois de ler um capítulo do livro e for para seu livro didático mesmo, você consegue notar uma diferença de profundidade da matéria (basicamente, você vai entender tal fenômeno, mas sem a fórmula e questão do enem pra treinar).
-Então ele é inútil pra mim que quero fazer vestibular e fazer artes.....
Pelo contrário! Você consegue se garantir nas matérias de humanas como literatura, história, português... Mas o que vai fazer diferença na sua nota é o que você sabe de matemática, física e química!
E se você não sabe nada, sugiro não comprar o One Piece desta semana pra guardar dinheirinho. Primeiro você precisa entender a matéria, depois é só fazer provas anteriores e tá pronto!
Para estudar pro vestibular/ensino médio, eu recomendo os seguintes mangás:
Há de outras matérias que você pode conferir aqui, mas eu imagino que a profundidade do assunto vá muito além do nosso ensino médio. Porém, usando totalmente a desculpa de "estou indo pelo plot", nada melhor que o primeiro contato seja com uma linguagem que você conheça: mahou shoujo, romance, uma protagonista desastrada e seu parzinho romântico super dedicado a ajudá-la a superar as dificuldades deeeee.... Fíííísiiiicaa!!!
Yaaaaaaay

Eu mesma só comprei o de cálculo e física, mas pretendo comprar o de álgebra linear também. Nunca achei um livro bom que explique multiplicações de matrizes de um jeito fácil (e a arte parece bonitinha).

Bom! Segundo a página do facebook da editora, eles pretendem trazer mais mangás didáticos aqui pro Brasil. Aparentemente, o mangá de banco de dados foi super elogiado por aqui e muito professor daqui está adotando como leitura complementar esses mangás.

Porém, reforço, eles foram feitos para pessoas que não entendem nada da matéria e não substituem o livro didático cheio de fórmula feia e piadinhas de tiozão gordo de pochete.

Até o próximo post, minha gente!

6 de abril de 2015

Bastion: o primeiro jogo da Supergiant Games

Boa tarde, senhoras e senhores. Hoje vou compartilhar um jogo que sempre comentei nos meus posts, mas nunca tive material o bastante pra falar dele.
Porém, acho que hoje estou confiante.

É um dos primeiros jogos que joguei que é classificado como indie (jogos produzidos por equipes bem pequenas). E, digo uma coisa pra vocês, isso não o desmereceu nem um pouco. A qualidade do jogo, principalmente na jogabilidade, é fantástica, não deixa a desejar e, pra mim, era exatamente aquele tipo de dificuldade que eu queria num jogo. Não só isso, como o segundo jogo da empresa é igualmente fantástico no quesito jogabilidade. Não preciso nem mencionar a arte e a música do jogo porque é simplesmente fenomenal.
Aí virei fanboy da Supergiant Games. Não tive escolha. Meus beijos e meus dinheiros pra vocês!
Então, hoje vou falar do primeiro jogo produzido por esta equipe pequetuxa (11 pessoinhas meiguinhas, tendo só um programador e todos os outros 10 incríveis artistas).
A nível de curiosidade, empresas grandes costumam uma equipe formada de 1000 pessoas, entre artistas e programadores, para somente um jogo.

Bastion

História: Após uma grande catástrofe mundial, chamada de Calamidade, o mundo tem se deteriorado pouco a pouco, reduzindo terras em ilhotas separadas e a própria humanidade em cinzas. Você começa o jogo como Kid, que é um cara de poucas palavras (na verdade, nenhuma palavra), e acorda num pedaço de terra que está caindo no abismo. O que você faz? Lógico, foge que nem louco pra qualquer lugar seguro!
Na fuga, você encontra Rucks, o narrador do jogo, que te orienta a buscar certos cristais nas poucas ilhas que restam. Juntando estes cristais em Bastion, você consegue aos poucos reconstruir o que antes já foi uma das mais belas cidades do mundo, super movimentada, grande centro e criar um lugar seguro para refugiar novos sobreviventes da Calamidade.

Ao longo do jogo, você acaba encontrando justamente estes sobreviventes nas suas visitas as poucas ilhotas que restam e, claro, você os leva para o refúgio Bastion. Não só humanos e animaizinhos, mas você acaba encontrando memórias, como de vítimas da Calamidade e até de deuses. Estas memórias você também leva para Bastion, para este se tornar um refúgio não só para sobreviventes, mas também para espíritos.

Porém, quais são as chances de outra Calamidade acontecer? É melhor você insistir neste lugar ou buscar um lugar fora deste mundo que seja, de fato, mais seguro? A escolha é sua.

E já percebeu que a pegada filosófica é hiper forte nesse jogo, né? Preocupa não, você vai refletir e muito com Bastion. Principalmente aliada com a música, que é impecável, caso você preste atenção na letra.

Jogabilidade: Sendo um action-rpg, eu acho que parte da jogabilidade dele é perdida caso seja perdida se for jogada no teclado e mouse, mas isso é questão de costume. Não tenho o que reclamar, você consegue ajustar a dificuldade do jogo de acordo com seu estilo.

A medida que você encontra deuses no jogo, estes podem ser bonzinhos ou rígidos, podendo dar vantagens ou desvantagens pro Kid, seja os inimigos mais inteligentes ou você ficando com super força quando sua vida estiver em 20%, por exemplo.

Não só isso, adaptando-se ainda mais ao estilo do jogador, você começa o jogo com duas armas. Ao longo do jogo, você acaba encontrando também outras armas no caminho, além de itens que possam fazer as suas armas evoluírem. E cada arma, sendo principal e secundária, tem efeitos e jogabilidades hiper diferentes, como o martelo bem lento, porém que causa muito dano em área, ou uma katana hiper rápida, com combinhos e mais combinhos. Tudo depende de como você gosta de jogar pra montar a sua estratégia. Não existe "a melhor arma do jogo", só sua habilidade (diria que até tem uma pegada de Dark Souls, mas de uma forma beeeeeem mais simples, se tornando menos hardcore e, consequentemente, você não morre tanto assim).

Também tem uma coisa legal que o narrador conta o jogo do jeito que você está jogando. Afinal, ele é o narrador, então tem que narrar tudo o que acontece. Até mesmo quando você morre.
-Kid estava estava sendo encurralado por monstros. Ele pega o martelo, prepara um golpe giratório e... Opa, ele caiu no buraco.
Desculpa, Narrador! Eu escorreguei sem querer...
Curiosidades:
  • O jogo ganhou vários prêmios e nomeações (jogo do ano, melhor arte, melhor trilha sonora, melhor narrativa, melhor rpg do ano...), até mesmo na E3, evento que normalmente apresentam somente grandes empresas, como Nintendo, Sony, Microsoft... E em 2011, tinha um pequeno standzinho da Supergiant e eles apresentaram seu joguinho, Bastion, ganhando a nomeação de Melhor Jogo Original. 
  • Transistor é o segundo jogo da empresa e tem uma pegada filosófica tão forte quanto Bastion, apesar de ser relativamente curto. Recomendo igualmente e algum dia eu consigo juntar material o suficiente pra fazer um bom review do jogo.
  • Até pouco tempo atrás, o Humble Bundle V (que tinha Bastion, Limbo, Amnesia, Sword & Sworcery e Pyschonauts) foi o Humble Bundle que mais tinha arrecadado dinheiro para caridade, cerca de 5,1 milhões de dólares nas duas semanas que ficou disponível. Ano passado, o Humble Origin Bundle (que tinha The Sims 3 + DLC, Battlefield, Dead Space, Crysis 2, Burnout Paradise, Medal of Honor e Mirror's Edge) arrecadou 8,5 milhões de dólares no mês que ficou disponível.
  • Bastion foi lançado para Google Chrome, Windows, Linux, Mac, Xbox 360, Playstation 4 e Playstation Vita. Também está a venda na plataforma Steam.

-Roxas, quando você falou que era fanboy... Não pensei que era tanto

Eu não tenho culpa. Quando eu me apaixono por um jogo, eu de fato me apaixono. O jogo é bom, tem um desenvolvimento excelente, uma curva de aprendizado pra todo mundo, uma trilha sonora fantástica, uma arte que veio de um quadro... Desenvolvedores indies possuem mais liberdade quando vão fazer o jogo, então podem explorar coisas que as grandes empresas não podem por conta de lucros.
Duvido muito que, quando eles desenvolveram Bastion, pensaram que dariam essa repercussão toda que teve. E digo mais: espero que não tenha Bastion 2, pois o um é o bastante e fechou o jogo de forma satisfatória.

24 de março de 2015

Amor doce: qual time você é?

Boa noite, docetes! Um jogo que vocês não esperavam que eu jogasse, mas eu jogo sim e com muito orgulho, é esse dating simulator conhecido como Amor Doce. A essa altura do campeonato, eu duvido que não tenha uma menina que não conheça esse jogo, por isso, esse review é para vocês, MENINOS!
Sente-se aí que hoje eu te convenço a dar uma chance pro jogo que a sua quedinha joga e você não entende como ela está no time Castiel (na verdade, isso você vai continuar não entendendo).

AMOR DOCE

História: Apesar do trailer estar com as artes do jogo desatualizadas, a ideia é essa mesma: você começa o jogo como uma menina que acaba pra de mudar pra uma escola, tem muitos gatinhos na escola e seu principal objetivo é... Bom, basicamente se enturmar.
E como você acaba descobrindo mais sobre o passado dos seus amigos, passeando, brincando, indo em shows... É inevitável, uma hora você vai acabar tendo uma quedinha por alguns dos rapazes (ou meninas). Porém, como você joga com uma docete hetero, sua personagem acaba se aproximando mais dos meninos que das meninas.
(o que é uma pena, eu amo a Rosalya e seria uma namorada mil vezes melhor que o atual dela, mas ela tem namorado e eu tenho que respeitar isso *chora*)
-Roxas, mas eu não gosto de pegar rapazes...
Aí que tá, moço, se segura: seu objetivo pode até ser "ficar com um rapaz" no final, mas isso não vai acontecer tão cedo que, se não, não teríamos shoujo (e visto que ainda estão produzindo episódios...). E este shoujo é definido pelo grau de amizade com os personagens do jogo!
O que isso significa? Que se você é amiguinho de fulano, mas não de beltrano, a sua história é outra!

Então você está construindo seu próprio shoujo escolar! Eeeeeeeeeeeeee!!!!
*vocês neste momento*
Jogabilidade: O jogo não passa de um dating simulator comum, que você percorre pelo cenário usando setinhas, consumindo stamina a cada passo, os pontos de ação, e ainda tem que escolher a melhor resposta para cada situação.

A ideia de "passar o rodo" meio que não existe. É possível até ter um bom relacionamento com vários meninos, mas a história, e consequentemente suas imagens desbloqueáveis, é determinada por somente um cara, seguindo uma ordem já determinada pela autora do jogo.
Nada impede de você jogar várias vezes o mesmo episódio só pra desbloquear todas as imagens, mas acho que aí perderia o sentido do jogo.

Há basicamente 5 personagens principais que definem a linha do tempo da sua docete. São eles:
Nathaniel: viado
Castiel: viado
Armin: viado
Kentin: viado

Lysandre: gente fina
Porém, ter relacionamento alto com um não te tira da trama principal do episódio, apenas influencia como os personagens vão reagir (ou com quem você vai resolver a trama). Isso porque ainda há escolhas de episódios anteriores que influenciam o atual (mas isso é porque a autora basicamente dividiu um episódio em dois, então a trama de ambos seria a mesma, digamos assim).

Por exemplo, há um episódio em que o Nathaniel quer ir no petshop, e esta é a trama principal. Se o seu relacionamento for alto com o Castiel, você pica a bunda no Nathaniel e vai ajudar o Castiel a comprar algo pro cachorro dele. Ou se o seu relacionamento for alto com o Lysandre, quando você volta do passeio, ele fica mais que mordido de ciúmes por isso. Isso vale pra todos os personagens.

E é justamente por isso que torna o jogo tão interessante, especialmente para meninas: essas várias linhas do tempo que a história acaba tomando e você cada vez mais próxima de um dos cinco personagens principais. Ainda não há nenhuma linha canônica e ninguém sabe se algum dia terá. Todos só aguardam o dia do primeiro beijo.

Há também a parte de dressup do jogo, mas, tirando o chapéu brilhante de peixe, o resto é tudo inútil. Para ganhar a imagem desbloqueável, você tem que ter a roupa pré-determinada pela autora, então serve pra nada mudar de roupas. Tem ainda os fórum e alguns eventos oficiais que premiam com pontos de ação dentro do jogo, mas sou muito velho pra andar por lá.

Curiosidades:
  • Você pode jogar o jogo por este link aqui.
  • Você ganha 10 pontos de ação por dia, 15 se seu signo for sorteado, 20 a cada 100 dias de jogo e pode ganhar até 30 no mini-game Flower Pawer. Há ainda alguns eventos como "3 milhões de inscritos", e todo mundo ganha 100 pontos de ação. Tem também a opção de comprar pontos de ação, mas aí já é demais pra mim.
  • Em geral, há episódios especiais durante a páscoa, natal, halloween e dia dos namorados, que não contam pontos de ação para serem jogados, mas só podem ser jogados uma única vez. Você ainda pode comprar o episódio especial na lojinha do jogo, mas eles custam 100 pontos de ação, então é um mal negócio.
  • Vamos ser abiguinhas!!


-Roxas, eu gosto de meninas...
Pensa o seguinte: vai ter um cara nessa história que vai ser *hiper* parecido contigo, ou pelo menos em três ou quatro coisas. Tenta desbloquear as imagens desse cara.

Pronto, você já tem suas poses sexys sem ser vulgar.

E é assim que você cria fangirls. Vai por mim, é sucesso.

6 de março de 2015

Pastry Paradise: Joguinho casul para passar o tempo

Meus queridos. Mudando um pouco a imagem[?] que alguns tem de mim, de ficar na parte obscura dos games, jogos velhos, jogos hardcore, ectectetc... Hoje trouxe pra vocês um joguinho para celular/tablet/pc casul gratuito e que possui a fórmula que muitos jogos pra celulares tem: é fácil, é graficamente bonito e ele limita sua quantidade de vezes para jogar, então é viciante.
Não, é sério, essa fórmula inclusive é descrita na teoria dos jogos como "jogos mobiles viciantes". Você pode ler tanto aqui, quanto aqui ou ver um vídeo do canal Game Theory para não se sentir culpado por gostar desses jogos. Porque, afinal, eles são feitos para serem assim e você é mera vítima da sociedade.
Clique aqui para ver a imagem original
A ideia destes tipos de jogos é sempre te manter recompensado por ter feito alguma coisa: seja fazendo tudo brilhar na tela, que fica muito bonito, ou te dando muitos pontos. Porém, antes de você cansar desse tipo de recompensa, eles cortam sua vez de jogar e te obriga a esperar até determinado tempo, tipo quando sua mãe te proibia de jogar video game pra você ir jogar bola na rua. Ela, na verdade, só piorou sua situação.

Se quiserem, posso me aprofundar mais neste tipos de jogos e explicar por que ficamos viciados em joguinhos tão bobinhos assim num próximo post (dependendo da repercussão), mas deixa eu apresentar essa fofurinha antes de qualquer coisa.
Pastry Paradise
 
História: Você é ajudante de uma confeiteira que quer trazer os doces de verdade de volta as prateleiras, porque ninguém merece coisas feitas no microondas/congelados. Yay!
-Uau.
O plot é bem simples pra um jogo igualmente simples, minha gente. Num jogo como esse, o que importa são as cores, as coisas explodindo, os brilhos...

Jogabilidade: Pra você que achava que esse jogo é idêntico ao Candy Crush, você quase acertou. É um jogo match-three do estilo puzzle, idêntico a qualquer outro do mesmo gênero. Apesar de usar da mesma estratégia de vidas do Candy Crush e a temática de doce, temos algumas diferenças que acho que vai fazer você largar Candy Crush se ainda jogava esse jogo.
  1. Diagonais: em Pastry Paradise, você consegue mover docinhos na diagonal e consegue fazer power ups também na diagonal.
  2. Multiplayer: item obrigatório em um jogo feito depois de 2010, mas nunca cheguei a usar o multiplayer online e não sei dizer à vocês se é bom ou ruim. Mas tem. 
  3. Fases desbloqueáveis: sabe aquele troço horroroso de ter que esperar três amigos te mandarem tickets para que você possa avançar no jogo? Em Pastry Paradise, você tem essa opção de ticket, tem a opção de coletar estrelas para avançar e tem a opção de esperar x horas para desbloquear a fase.
E acho que só isso é o bastante pra parar de jogar Candy Crush porque eu não aguento mais as propagandas daquele jogo.

Curiosidades: 
  • A empresa do Pastry Paradise, Gameloft, é conhecida por fazer muitos joguinhos com temáticas e personagens que todo mundo já conhece, como é o caso do próprio Pastry. Eles também já fizeram jogos com temática de Assassin's Creed e Call of Duty. Eu não sou muito chegada a jogos de celulares, então não posso dizer se isso é bom ou se é ruim. Porém, pelo menos são de graça.
  • Mesma empresa do jogo épico Rival Knights. Hiper recomendo também pra passar o tempo, é um jogo lindão.
  • Como é ainda recente, tem poucas propagandas. Quando eu clico em jogar, eu quero de fato jogar o jogo, não ficar clicando no "xzinho" pra fechar o anúncio que tá tendo promoção em algum lugar ou então que não quero chamar meus amigos pra jogar.
  • O jogo Pastry Paradise está disponível para:

-Roxas, você jogava Candy Crush?!
Eu não tenho vergonha nenhuma de admitir. Eu gosto também desses joguinhos casul e eu, por jogar video game há mais tempo, sou o tipo de pessoa mais fácil para ficar viciada nesses cocôzinhos. Adoro ficar jogando eles depois do almoço, enquanto espero a próxima aula, ou quando o professor de atrasa.

Vai dizer que você não?

6 de fevereiro de 2015

Theme Hospital, simulando um diretor de hospital

Senhores! Senhoras! Meus queridos! Estou aqui com mais uma hiper novidade aqui, diretamente de 1997 (ano em que muitos de vocês estavam dando os primeiros passos), um jogo feito para nós entendermos o motivo de tanta fila de espera no SUS, efeitos e sons tão realísticos que te fazem sentir a gastura de se gerenciar um hospital, um jogo....

Mentira, é só um jogo velho que passou no teste dos 15 anos. Fui jogar esses dias e está aprovado.

Não fosse pelo fato que o jogo está de graça, eu talvez não teria baixado e jogado. Agora que baixei e joguei, eu provavelmente pagaria 5 reais pelo jogo, mas aí eu lembrei que esse dinheiro iria pra EA, aí eu, "hmmmmmmmmmmmmmmmmm, dope".

Theme Hospital
 

História
Você realmente precisa de uma história? Você é um diretor de hospital e seu objetivo é curar o máximo de pessoas possíveis. Você, como diretor, tem que ter certeza que seus funcionários estão trabalhando bem, que ninguém está saindo reclamando do seu hospital e que todo mundo está curado e que você esteja recebendo bem por isso.

Pronto. Acabou. O seu objetivo na história é se tornar um renomado diretor de hospital.
Hmm... Parece bem "mais ou menos", mas vamos lá

Jogabilidade
Seguindo uma ideia bem simples de clicar em menu, arrastar coisas e mudá-la de posição, quem jogou the sims alguma vez na vida, vai perceber a semelhança na jogabilidade (apesar que esse aqui tem um menu bem mais simples que The Sims). Você clica em um tipo de sala, coloca a mobília, contrata um médico e fica por isso aí mesmo.

E o que mais acontece no jogo?

Os seus funcionários podem se rebelar contra você, suas enfermeiras podem dar o remédio errado pra alguém, terremotos podem acontecer e destruir os equipamentos do seu hospital, a secretária pode deixar milhares de pacientes na fila de espera e os doentes podem sujar o corredor todo enquanto seus zeladores estão tirando uma horinha de folga, bem quando um magnata está passando pelo seu hospital para avaliá-lo.


E é aí que cabe a sua gestão como diretor: você deve criar, além das salas de cirurgias propriamente ditas, salas de descanso pros funcionários e as próprias salas de espera pros pacientes (não esquecendo de colocar umas plantinhas e máquinas de refrigerante para dar um ar mais amigável pro lugar!). Alguns vão precisar só de passar no psicólogo, outros precisarão passar por uma cirurgia para diminuir o tamanho da cabeça por estarem com cabeça-de-balão e o senhor deve estar preparado para atendê-los e ganhar milhões e milhões.

Pera, MILHÕES?!

O jogo deve ter umas 7 ou 8 fases, contando com as carinhas que tem no tabuleiro de fases, porém eu não passei da 5ª. A cada nova fase, sua equipe descobre uma nova máquina pra curar uma nova doença enquanto sua equipe de médicos cada vez mais burra, então acaba ficando mais difícil.
Curiosidades

  • Se você está lendo este post antes do dia 28/02/2015, você ainda pode baixá-lo de graça no Origin (para quem não sabe, Origin é tipo Steam, você cria uma conta de graça e só paga pelo jogo; entretanto os jogos do Origin são da EA, aí eu entendo perfeitamente se você prefere baixar um The Sims piratão).
  • O jogo não tem muito mistério: os pacientes sofrem de Síndrome de Elvis Prssley até Invisibilidade crônica. Todas as doenças são engraçadinhas neste quesito.
  • Eu imagino que você possa perder de várias formas, mas todas as vezes que perdi, foi porque eu fiquei louca e me droguei com remédios.
  • Existe um jogo, Hospital Tycoon, que é baseado no Theme Hospital. O jogo é mais novo e é exclusivo para PS3. Eu não o baixei pra saber se é bom ou não, mas... Vai que, né?
  • Nunca zerei, nunca vou zerar. Esse jogo é impossível!! D:  Nunca poderei ser um rico empresário.


Roxas, eu fui dar uma olhadinha no jogo e, meudeus, ele é muito feio...

Quando eu fui jogar também, ele estava bem mais feio do que eu lembrava. Parecia uma espécie de habbo melhorado.
Porém, eu fiquei umas duas ou três madrugadas jogando e foi bem divertido! Passou na regra dos 15 anos tranquilamente, dá pra até mesmo você, que é mais novo que o jogo, jogar de boa.

Até a próxima quinta, pessoal!

16 de janeiro de 2015

Alguns jogos que viraram animes

EEEEEEEESTAMOS DE VOLTA com o nosso grande e querido AK! Ver que o Pedro continua conosco foi a maior alegria que eu poderia receber na grande reabertura!
-RARRAWARARWARW
Sim, minha coisinha lindinha do meu corazzzãozinho, eu estava morrendo de saudades de ter um lugar pra falar um monte de bobage sobre jogos, usar gifs de tumblr e, claro, ser o único homem de um lugar COMPLETAMENTE rosa.
Como eu me lembro bem da vez que quando eu entrei aqui no AK, o primeiro jogo que eu falei foi Blazblue (mentira, eu vi na aba Games), eu pensei em fazer um post especial sobre o tão esperado anime de Blazblue que lançaram nesse tempo que tudo aqui estava desativado. Porém, decidi pegar alguns outros animes que talvez seja a sua cara também!!!! Yaaaaaaaay!!!!!

Ok, a bem verdade é que eu não tava conseguindo falar de um anime que eu achei uma bosta, então estou tentando enrolar vocês....... DDDD:

Blazblue - Alter Memory
Sem grandes spoilers (até porque eu só vi um episódio e não acho que verei mais até me provarem que é bom), conta a mesma história do primeiro jogo da série, com o Ragna tendo um alto valor pela sua cabeça e todo o resto dos personagens do jogo ligado ao Ragna de alguma forma. Jin Kisaragi, o seu par romântico maior inimigo, ao descobrir que Ragna está vivo, fica todo empolgado pra tentar matá-lo de novo (???????????????). O anime começa com uma android, v-No.13, lutando com o Ragna, aparentemente sem motivo algum (??????????????????????????????), sendo ela chamando o Ragna com uma vozinha mais irritante que a dubladora da Usagi, de Sailormoon. A verdade é que todo mundo neste anime/jogo quer o Ragna morto. Pronto, é assim que começa o anime (waaat).

Eu particularmente não gosto quando o anime começa desse jeito confuso, sem dar maiores informações sobre o passado dos personagens que vão aparecendo (que aparece uma pancada de uma vez só nesse primeiro episódio), ou de ir aos pouquinhos explicando o que tá acontecendo. Não dá pra ficar cuspindo personagens e deixando todo mundo que vai mostrando no mistério (tipo, aparecia um personagem, ele tinha 2 falas, TRANSIÇÃÃÃÃÃÃÃO, mostra o Ragna andando). Também pelo o que eu li, a história do anime não é canon em relação ao jogo.

Mas, vindo de um jogo de luta, nós esperamos o que? Lutas fodas. O que recebemos? Umas lutinhas meia boca nesse primeiro episódio. Eu imagino que elas melhorem ao longo do anime, maaaaas...

Bom, qualquer modo, o anime conta com somente uma temporada com 12 episódios, com episódios de 20 minutos e pouco. Tanto a abertura quanto o encerramento são bem fraquinhos comparados com as aberturas dos jogos.

Vontade de continuar assistindo o anime: muito pouca

Shingeki no Bahamut: Genesis

O que dizer de um jogo que mal conheço, mas considero pacas? Bahamut foi um achado pra mim: anime da temporada passada, abertura FODA, animação até bacana (não é UOOOOOOOH, mas é bacana).

Conta a história do Favaro, um caçador de recompensa com personalidade tipo Yusuke Urameshi. Para Favaro, o mais importante pra vida é curtir, sair pra beber, encher o saco de seus amigos e, claro, impressionar cocotinhas. Pra impressionar cocotinhas, tem que contar que já foi e saiu vivo do lugares mais sombrios e mortais da face da terra, como Helheim. Porém, coincidência do destino, um demônio estava passando por perto desse bar onde Favaro estava, e, claro, ele escutou que Favaro já foi a Helheim. O que acontece com Favaro depois disso? Ele se **** e é obrigado a levar o demônio pra Helheim. Anime que começa bem sempre termina bem.

No desenrolar do anime, a gente percebe Favaro tentando se livrar do demônio, Amira, mas também vai criando aos poucos um laço de amizade fofinho. Outros personagens vão aparecendo aos poucos e vão complementando um por um o grande climax do anime: o despertar do terrível dragão Bahamut.

O anime conta com 12 episódios também com 20 minutos e pouco de duração cada um. A abertura é sensacional, simplesmente, já o encerramento, como muitos encerramentos de animes, é meio meh.

Vontade de assistir uma possível segunda temporada: ninguém me segura!

Pokemon Origins

Era ÓBVIO que eu não poderia deixar de citar um dos animes de 2013 (nossa, faz um tempo que o AK ficou desativado O.o). Sem ladainhas, sem coisas fofinhas, sem pokemons falando o seu próprio nome... Pokemon Origins foi feito para aquelas pessoas que jogaram a versão red ou blue (ou firered ou leafgreen) aproveitarem as principais mini-histórias e verem batalhas pokemons de verdade, não o passeio no parque como é a versão de Pokemon com o Ash.
Entretanto, se você não jogou os jogos, vai achar tudo muito rápido e sem explicação, já te adianto.

O anime conta a história de Red aprendendo pouco a pouco sobre como funciona esse novo mundo de Pokemon. Aprende que eles podem morrer, que podem não querer aprender truques novos, que sofrem, são vendidos ilegalmente... E sofre constantes ataques da organização do mal Equipe Rocket, liderada pelo Giovanni. Também conta o terrível arco da Torre de Lavander, aquela mesma que me traumatizou porque eu não entendia porquê meu Fabuloso Charmelleon estava com medo de lutar.

Este ova conta as coisas bem rápido. Ele foi feito mais para trazer a tona as lembranças daqueles que
jogaram os jogos do que de fato contar a história do Red e aprofundar mais na vida dele e dos treinadores (por exemplo, Misty não tem presença alguma, é só uma líder de ginásio). Por conta disso, acaba pulando muitas batalhas que a gente gostaria de ver, só que as que tem.... As que tem são incríveis, especialmente a do Red e Green no final. As outras também são hiper legais, mas essa do final eles capricharam e eu recomendo todo mundo a assistir pra aprender o que é uma batalha pokemon de verdade.

O ova conta com 4 episódios, cada um com 30 minutos e pouquinho de duração. Não tem abertura e graças a deus que não tem, porque tem coisas muito mais importantes que abertura. A abertura é basicamente uma telinha do jogo mostrando "new game" e "continue".

Vontade de assistir uma outra luta entre Charizard e Blastoise: POOOOOOOOOOOOOOH!!!!!!!!!!!!!


-Roxas, o que tem de tão especial nesse anime de Pokemon? Ele pareceu fraquinho...
POR ACASO ESSE OLHAR DE VOU COMER SEU ** É FRAQUINHO?!

9 de outubro de 2012

Livro Assassin's Creed: O golpe de Florença

Este mês, não vou falar de jogos de terror. Todo mundo do AK está tomando suas próprias providências para tornar o AK um lugar mais sombrio, macabro e amaldiçoado.

E por que não vou comentar de jogos de terror?

Porque eu só conheço jogos velhos e famosos de terror. Conheço BioShock, Resident Evil, Slenderman, Amnesia, Fatal Frame, Silent Hill... Eu não vou falar deles.


Eu hoje irei falar de um livro que estou gostando bastante, e olha que não tenho o hábito de leitura (eu confesso, eu tenho medo de livros grandes e grossos).
Eu falei no meu post passado que eu gostaria muito que se tornasse popular o hábito de escrever o roteiro dos jogos em livros e vendessem o livro mesmo. Não é perda de tempo, não é perda de dinheiro... É que há jogos que a história é simplismente incrível e merece uma adaptação em livro. Eu duvido que você não conheça um jogo que não mereça isso.


O livro começa exatamente com o tutorial do jogo. Sim, exatamente, o tutorial.
Você vê uma revoltada acontecendo, na calada da noite, de uma gangue toda sbruchubrada, falando de raça superior, tudo melhor, blábláblá. Típico vilãozinho.
Logo depois, aparece, *pampam*, Ezio Auditore, seguindo esses caras. Diálogo massa, começa a luta, Ezio só apanha, só apanha.
Para salvá-lo, aparece, *pampam*, o irmão dele! E o que ele faz? Ensina o Ezio a lutar ali mesmo.
-Espera, tá acontecendo uma briga de gangue e aí tem, no livro, uma pausa para tutorial?

Vou inclusive transcrever esta parte do livro pra vocês verem que não estou zuando:
"Antes mesmo de terminar de falar, já estava no meio do combate, batendo a cabeça de dois homens de Pazzi (...)Juntando isso aos rugidos e punhos velozes de Frederico, que logo foi imitado por Ezio (ele aprendia rápido), não demorou para deixá-los em pânico."
Conseguem ver? Conseguem ver? O tutorial do jogo? É algo que fico encantado de verdade com o livro. Eu não estou lendo a história, eu estou vendo um gameplay com todas as cutscenes! Além desta cena, claramente do gameplay do jogo, há ainda as side-quests: lembram da quest de juntar as penas pro irmão do Ezio? TEM NO LIVRO!!!!!!
Não sabia que existiam coisas assim

E eu imagino que esta seja uma quest chata, pois, quando o irmão do Ezio falou disso, Ezio fez uma careta muito feia.
Bom, agora, falando da história para quem não jogou Assassin's Creed (eu também não, só estou lendo o livro):
Ezio com suas geringonças feitas/adaptadas
pelo Leonardo da Vinci
A história se passa na época da Renascença, por volta de 1400 e bolinhas.
Nesta época, na Itália, estava acontecendo um incrível troca-troca de poder, além de altas intrigas entre banqueiros.
A família de Ezio, personagem principal, é uma influente família de banqueiros na grande Florença. Ezio e seu irmão, no entanto, não possuem vocação nenhuma pra isso, pois saem na rua fazendo bagunça, arrumando briga, conseguindo umas cocotinhas...
Apesar disso, Ezio tem uma forte ligação com Cristina Calfucci. Óbvio que o pai da Cristina não quer nem conversa com Ezio, pois, apesar de ser filho de banqueiro, é devasso demais pra filha dele, então, Ezio e Cristina possuem uma espécie de amor proibido (algumas partes chegam a serem fofas).

Ezio as vezes ajuda o pai sendo pombo-mensageiro, entregando documentos importantes para pessoas importantes (óbvio, ele vai pulando de telhado em telhado pra isso). Porém, poucos dias após que passamos pelos tutoriais, enquanto Ezio entregava outro destes documentos importantes (desta vez, para um senhor suspeito), a família Auditore é acusada de traição e todos os homens desta família estão condenados a forca. Ezio foi o único a não ser capturado, justamente por estar fora de casa no momento. Quando retorna pra casa, encontra a mãe em estado catatônico, a irmã com marcas de agressão e a casa totalmente destruída. Ezio, furioso, invade furtivamente a prisão e tenta falar com o pai, antes de ser executado. O pai fala o seguinte:
-Agora me ouça: você precisa voltar para nossa casa. Há uma porta secreta no meu escritório. Atrás dela, há um baú escondido em uma câmara. Pegue tudo o que encontrar ali dentro. Escutou? Tudo! Boa parte vai parecer estranho, mas tudo ali é importante.
A partir deste momento, imagino que a verdadeira história do jogo começa, assim como começou no livro. Ezio começa buscar vingança, saber quem planejou este golpe (quer dizer, quais são as chances de bancários serem acusados de crimes como traição e ainda ser julgado à forca?), saber o que está acontecendo e saber porquê um bancário renomado possui uma porta secreta em seu escritório.

A trama vai ficando complexa a medida que a história avança e conta com personagens bastante famosos, ou vai que alguém não conhece A Ordem dos Templários? Ou Leornado da Vinci? Ele, inclusive, acaba se tornando grande amigo de Ezio e faz o que fazia, historicamente, de melhor: invenções (apesar de ganhar dinheiro com pinturas).


-Mas os Templários não é tipo uns 300 anos antes da Renascença?
Bom, é. Este primeiro que temos traduzidos não é o primeiro livro da série, é o livro baseado no começo do jogo mais famoso, Assassin's Creed II. Os outros livros que temos traduzidos também se referem às franquias mais famosas da série, mas isto não prejudica a leitura (assim como não prejudica o jogo).

Eu nem faço ideia de como é o jogo, ou a cara real dos personagens, está tudo na minha imaginação. Não preciso comentar que o que eu mais estou gostando é de diferenciar gameplay de cutscene no livro; achei simplismente fantástico isso.

O livro eu comprei nas Americanas (MARKETING OI) e veio bem rapidinho em um estado muito bom, além deles mandarem emails quase que todos os dias falando a situação do meu pedido (sim, comprei na internet, então garanto que é confiável). Chegou em menos de duas semanas.

Bom, eu não tenho ideia de quanto é a média de um livro bom, mas acho que menos de R$30,00 é um ótimo preço (eu paguei R$18,00 no livro porque tava em promoção, yuhul!).
GNMH - CRÉDITOS ❤