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4 de julho de 2012

Bra$ilis: Época de eleição

Olá pessoas! Férias chegam pra uns, greve chega para outros, mas a vida continua, não é mesmo?
Época de eleição também está chegando, os escândalos saindo nas propagandas, fofocas a parte, e tudo mais... Inclusive no próprio AK!

Consegui autorização especial da Vick e hoje vou falar de um jogo diferente e duvido muito que alguém tenha jogado porque é muito ruim é parcialmente falho. Mas ele tem tudo a ver com eleições, votos, desvio de dinheiro, escândalos e tudo mais, que é o que está acontecendo com a votação ali nossa.

-Roxas, por que vai falar de um jogo ruim?
Porque eu tenho uma autorização especial! 
AAAAAYE!


O jogo que irei falar se chama Bra$ilis.

-Quê? Não, Roxas, 100% brasileiro? Já começou errado

Calma, não sejam preconceituosos. Este foi o primeiro jogo da empresa Galápagos, tem várias falhas tanto em questão de material quanto de regras. Mas a ideia é muito legal mesmo (apesar que só este ano que comecei com esses jogos de tabuleiro por conta da loja Orgutal, que lá há milhões de jogos de tabuleiro para testar por R$5,00, tais como Colonizadores de Catan, Guerra dos Tronos, Fiasco, Máfia... Mas esses foram os que consegui jogar até agora, há bem mais na estante dele. Sem falar que o dono é super simpático, dá balinha pra gente e até joga umas partidas com a gente se a loja não tiver cheia PROPAGANDAAMIGAAQUI,OI!).

  • História:Você é um político corrupto e em breve terá eleições. Isto significa que você deve fazer de tudo para manter os amics, dar uma balinha pro povo e ainda continuar ganhando dinheiro. Porém, com o passar do jogo, aparecem notícias, o que pode ser uma notícia boa ou uma notícia ruim. Você, como político muito estrategista, deve ter muito cuidado com as notícias ruins, pois elas podem tirar todo o seu dinheiro (o que te faz sair do jogo), ou destruir sua imagem (o que faz você perder seu dinheiro no jogo) ou causar umas revoluções trabalhistas que são um pé no saco.

    Porém, claro, se a notícia ruim for para seu adversário na eleição, a vida continua numa boa. E assim como na vida real, é claro que, caso seja bastante influente, você pode manipular a mídia e fazer com que aquela notícia acabe caindo para o seu adversário.

  • Jogabilidade: É basicamente um jogo para ser zuadeiro. Em uma rodada, há três momentos:
    • O momento que a notícia do monte de nóticias é revelada
    • A decisão de cada participante se tentará manipular a mídia ou não
    • A subordinação da mídia
    Obrigatoriamente, duas pessoas tem que estar na mesa de subordinação, o que significa que todas as notícias da vida são controladas. Caso seja uma notícia boa, você pode comprar a notícia pra você (ou pra um colega seu, hahaha, não). Caso seja ruim, você pode ou sair da mesa de negociação OOOOOOU (é a parte que achei mais massa) comprá-la pra um adversário seu, claro. Quando eu joguei, bastava sair uma notícia ruim e alguém começar a comprá-la pra outra pessoa, era todo mundo pra cima daquela pessoa, comprando pra ela. Se ela tivesse decidido sair da negociação, a vida dela no jogo estaria beeeeeeem lascada, pois nem teria como se defender. 
    -O jogo, basicamente, é usar meios ilícitos para
    acabar com a vida do adversário?
    Óh, você aprende rápido.

    Um dia tem quatro notícias. Quando um dia acaba, uma pedaço de pizza é adicionado na grande pizza e começa outra rodada. O jogo termina quando a pizza fica completa. Isso significa que, por mais que haja revoluções, revoltas, escândalos no dia-a-dia, tudo acaba em pizza.

    Há outras regras no jogo, como "Cartas de Poder", as quais são usadas para influenciar a notícia, "Cartas de Auxílio", que são marketeiros, advogados, essas coisas... Há a "Revolução", em que o político que tem a pior imagem recebe um monte de punições... Não são complexas para entender, o livro de regras tem uma página e meia; o jogo foi feito para ser jogado bem rápido e entendido bem rápido, então pode ser que dê pra jogá-lo umas 3/4 vezes seguidas.

  • Curiosidades ruins:
    • O material da caixa, da carta não são bons... Com o passar do tempo, ele fica meio curvo, meio irrugado por conta da umidade (por mais que seu quarto seja arejado)... Mas foi o primeiro jogo da Galápagos, então, vamos dar um desconto neste aspecto.
    • Há parte das regras falhos: há um tipo de "Cartas de Poder" que possuem multiplicadores, que se refere a "última carta jogada pelo jogador adversário". Mas se eu comprar algo pro meu adversário, este multiplicador se aplica a carta que eu joguei pra ele ou irá pra ele?
      Não há somente este glitch que há no jogo, mas já viram que os multiplicadores já dão problema; se forem jogar o jogo, é melhor tirá-los.
    • Nós percebemos que foi o primeiro jogo de uma empresa também pela qualidade da arte. Para o artista que desenhou as imagens nas cartas de notícia, nós percebemos a sua pressa e desleixo.


    O jogo pode ter alguns glitch e talz, mas é bem divertido quando se joga com amigos bem barulhentos. É claro que, pelo menos pra mim e meus amigos, nós não jogaremos de novo tão cedo pois teremos que refazer muitas das regras, e a preguiça domina.

    E este post não é uma indireta para quem está comprando votos aqui na eleição do AK. Não que eu esteja desconfiado que temos 61 leitores diferentes ativos, que só não comentam nos posts de seus postadores preferidos por pura vergoinha, mas votar neles tudo bem.
    Nãããão. Jamais pensaria algo assim.

    Mas, quem votou em mim até agora:

    30 de junho de 2011

    D&D: Roll a D6

    Boa tarde senhoras, senhores, senhoritas, dinossauros e unicórnios.
    Semana passada não pude postar nada sobre nada porque enfrentei grandes problemas técnicos. Todo mundo está de férias menos eu, que tem um bando de projetos pra entregar ainda.

    Se eu queria continuar meu talkshow do Sofá fedorento?

    Mas como parece que ninguém gostou e nem me deram permissão pra continuar...

    Hoje vou falar de um jogo muito, muuuuito épico. Um símbolo, um orgulho.
    Desde de 1974 fazendo histórias.
    Um dos primeiros.



    Querendo ou não, você sabe muito bem, ou tem noção, do que seja um RPG (Role Playing Game/Jogada Por Turnos). O rpg que irei falar muito brevemente hoje é o ícone nerd Dungeons & Dragons, abreviado como D&D.

    Não preciso explicar muito. Basicamente, para se jogar D&D (ou qualquer outro rpg), é necessário, pelo menos, uns três fundamentais requisitos:
    1.Um Mestre do Jogo (Dungeon Master/DM)
    2.Mínimo de duas pessoas para fazer um personagem cada
    3.Livros para auxiliar

    Como o nome já diz, Mestre do Jogo é... O Mestre do Jogo. Ele quem determina as regras de como vai ser jogado o rpg, como serão os atributos dos personagens, os monstros e a história a se seguir.
    O problema é que não é todo mundo que consegue criar uma história épica digna de rpg do nada, então os livros de rpg ajudam neste quesito, onde especifica os monstros, as armas, o ambiente e tudo mais que o Mestre precisa pra criar uma boa história, como o Livro do Mestre e o Livro dos Monstros. Existem outros livros de D&D, mas estes são essenciais para o Mestre ter mais controle e ideias do que fazer na história (comumente medieval, para fazer jús as armas).

    As outras duas pessoas criam seu personagem (as vezes, desenham-o), criam uma história pessoal, características pscicológicas (as quais devem ser interpretadas) e entregam pro Mestre avaliar. É responsabilidade do Mestre enquadrar seu personagem na história do rpg mesmo.
    Uma dica é nunca criar um personagem com uma personalidade que você não está preparado para interpretar, pois no role-play vai ser exigido que você pense como seu personagem e tente sair de situações que o Mestre colocará.
    Entretanto, o Mestre é livre para matar seus personagem com a GUITARRA ASTRAAAAAL!
    Na verdade, o monstro mesmo se chama "Piano Astral", em que ele é invocado apenas pelo Mestre e não pode ser derrotado. Quando ele aparece, da sua dimensão inter-astral, ele cai no personagem desafortunado, esmagando-o imediatamente sem possibilidade de ressureição. Quando os céus se tornam negros e uma música clássica toca do nada, é sinal de que alguém irá morrer com um piano na cabeça.
    Se você é tímido, não crie um personagem mulherengo, pois, ao ver uma mulher muito bonita, mesmo sendo inimiga, ele vai querer seduzí-la e você, tímido, não vai conseguir fazer isso. Se interpretar errado, de acordo com o Mestre, é passível de punição ou então morte de personagem.

    O Mestre quem decide quais as raças que terão na história e o Livro do Jogador possui um guia com todas as raças, religiões, vestimentas e tudo mais que o jogador precisa saber para fazer um bom personagem e conseguir interpretá-lo sem receber punição.

    Não tem como eu falar muito bem sobre como jogar este jogo pois ele lhe dá infinitas possibilidades de como jogar, tudo depende do Mestre.
    Porém, uma grande diferença de D&D é o uso do Dado de 20 lados, o D20. A parte de história do jogo normalmente é decidida com o rolar destes dados, por exemplo:

    Vocês estão em um bar tomando cerveja
    P1: Mestre, quero começar uma guerra de comida.
    Mestre: Rola um D20 com dificuldade 15.
    *rola o D20 e deu 10*
    O P1 grita "Guerra de Comida" no meio do bar e todos os olham desconfiado pra ele
    P1: Agora quero roubar as calças do cara sentado ao meu lado. Ele parece ser rico.
    Mestre: Rola um D20 com dificuldade 20.
    *rola o D20 e deu 20*
    Furtivamente, o P1 rouba as calças de um nobre senhor feudal.

    Estas dificuldades são decididas pelo Mestre e ele tem que estar preparado para qualquer situação inusitada que os jogadores forem fazendo, sem perder o foco da história. Um rpg sem uma ideia fixa de como será o começo, meio e fim tem um fatídico destino de ser abandonada pelos seus jogadores, pois acaba se tornando muito confusa.

    As lutas são, basicamente, como lutas desses rpg de video game que você com certeza já deve ter jogado (a única diferença é que você não vê o HP do monstro no canto superior esquerdo da tela). Seu personagem, dependendo da raça e classe, possui ataques, que podem ser evoluídos. Nas sessões que eu joguei, havia o seguinte esquema:
    1. Jogar D20 para acertar o monstro, em que a dificuldade do monstro são os pontos de Iniciativa dele
    2. Se acertar, jogar dados de dano
    3. Se errar, o monstro ri de você
    4. Se errar tirando 1 no D20, você escorrega e leva dano

    E ia de personagem a personagem de acordo com este esquema. Para o monstro, mesma coisa.
    Uma dica para o Mestre é nunca colocar monstros demais numa mesma batalha, pois esta pode se tornar extremamente longa. Se possível, no meio da batalha, adicionar um role-play. Assim se torna mais dinâmica.

    Pode parecer cheio de regras, mas acredite que é muito divertido de se jogar. Há Mestres bons e há Mestres ruins, mas, não importa que tipo de Mestre é o seu, o jogo sempre será divertido ao se jogar com amigos. Há opções de se jogar rpg no msn, com o programa Roller Dice, mas é sempre mais divertido jogar ao vivo mesmo (e mais fácil de organizar).

    Para finalizar o post, não vou só dizer que D&D é divertido e talz como existem Jogos e Séries (não falo da quantidade de fics) baseados em histórias que foram criadas em sessões de RPG (sabe como é, alguns Mestres se empolgam demais /háháhá)


    Há muitas outras referências de histórias criadas a partir de D&D e outras lombrigações de Mestres loucos, mas encerro este post por aqui. Já basta eu ter colocado uma série amadora chamada "The Gamers" aqui, né, Vick?
    GNMH - CRÉDITOS ❤