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8 de fevereiro de 2012

Qual o nerd que há em você?

Cá estou eu de volta, com minhas duas semanas de atraso por conta... Do tempo, que eu não vejo quinta chegando...
 
Roxas ainda está de férias 


Certo dia resolvi reaparecer no chat, pois, como sou muito barraqueiro, estava sabendo que estava acontecendo um fuzuê danado, em que todos viraram Solano, surgiu um tema interessante de ser debatido: existe diferença entre nerd e geek? Existe! E este post vai citar as principais diferentes de cada grupo nerd.
 
Esteriótipos a parte... 



  • Nerd

  • O que gerou tudo o que somos hoje. Nerds surgiram a partir de 1940 (junto com a internet) e eram pessoas que tinham uma pele bastante mal-tratada e pouco ligava para as tendências, assim dizia o esteriótipo (maioria das vezes, não era verdade). Possuía objetivos grandes de revolucionar o mundo e encontrou, no seu IBM, esta possibilidade. Dedica-se muito aos estudos pois suas máquinas IBM's eram bem complicadas, então precisavam estudar muito para entendê-las. Sempre sofria bullyings de seus amigos de escola e Nerds só existiam em grandes cidades por conta do acesso a informação.


    Os anos passaram, os Nerds conseguiram mais espaço e ganharam computadores melhores. Com isso, desenvolveu-se duas raças do reino Nerd.




  • Geek

  • Filhos de nerds ou filhos de pais com dinheiro para ter acesso a informação (internet/tv), Geeks são os Nerds de 1970 em diante, com todas as regalias de internet, poderosas e portátieis máquinas e uma gama de acesso de informação imensa. Basicamente, Geeks são "fascinados por tecnologia". Procuram se especializar na área que mais tem interessante dentre toda esta gama, seja um Geek Otaku, um Geek Gamer e por aí em diante...
    Quando não existiam os geeks, era comum uma pessoa que se interessasse por qualquer área de tecnologia ser chamada de nerd. Mesmo ela gostando apenas de acompanhar seus quadrinhos preferidos, nerd. Aprendendo a programar, nerd. Na época, obviamente, "nerd" era ofensa, alguém totalmente esteriotipado, sem vida-social e essas coisas, diferente do conceito de geek, que é mais aceito (e hoje é até moda)



  • Hacker

  • Não apenas estudaram o bastante para entender suas IBM na época, como a modificaram (com meios lícitos ou não) toda a sua máquina através de linhas de comando. A palavra por si só, Hacker, já remete a um nerd com potencial de destruir qualquer computador que ele bem quiser, por isso são vistos como perigosos/criminosos.
    Preconceitos a parte, hackers modificam sistemas, criam programas, invandem sistemas e costumam se concentrar em cursos como "Engenharia da Computação" e "Ciência da Computação" em qualquer faculdade do planeta. Apesar que muitos hackers, ao entrar nestes cursos, já são auto-ditatas e só estão buscando o diploma na universidade, pois ele quem ensina o professor.
    Por ser estudante de Ciência da Computação, afirmo que hackers (conheço alguns) são pessoas dócieis, porém bastante orgulhosas. Eu também me orgulharia por saber montar sistemas completos /haha


    Muitos anos se passaram. Hackers compreendiam cada vez mais entre-linhas das máquinas e se desenvolveram fabulosamente nesta área tão complicada da computação.
    Geeks tiveram mais acesso e interesse a informação, com o avanço da tecnologia, e pode-se, assim, dividir a raça Geek em quatro principais espécies.




  • Fã de quadrinhos

  • Desde da segunda guerra mundial, os quadrinhos já existiam e já faziam presença em muitas estantes de muito adulto gordo. Anos se passaram, nerds foram mais aceitos, esses adultos gordos tornaram-se adultos mais gordos e continuavam lendo quadrinhos americanos, conhecidos como comics, que sempre tinham uma trama extremamente complicada para ser entendida, comparando com novelas ou desenhos animados infantis na época.
    Criaram-se os primeiros eventos de quadrinhos, em que muitos adultos gordos e filhos destes adultos gordos se reuníam para discutir trama, criação de personagem, autores e tudo mais que uma revista em quadrinhos podiam oferecer.
    Anos mais tarde, com a popularização do termo "Nerd", surgiram seriados tematizados com isso, o que foi aceito e com prazer pelos decendentes dos fãs dos quadrinhos. Junto com os seriados (ou um pouco antes), surgiram desenhos animados, mais chamados de cartoon, não tão direcionados para o público infantil devido a trama. (não confundir cartoons Dora, a Aventureira, com Avatar, o último dobrador de ar. Ambos tem públicos alvos diferentes e o fã de quadrinhos se enquadra no segundo público)


  • Gamer

  • Costumam passar horas exercitando sua memória e reflexos em frente a uma tv/monitor, em que seu esteriótipo é ser gordo que joga Ragnarok, mas o Wii está para provar que gamers podem manter a forma.
    Costumam ser bastante consumistas e o mercado tem visto isto. É notável o quanto a indústria de games tem crescido graças a esta espécie de geek. Também costumam entender, mesmo que seja na marra, um pouco de componentes de computador e um pouco de gambiarras nos jogos (para sempre ter o melhor aproveitamento nos jogos). Seu esporte favorito costuma ser achar bugs.
    Não costumam ser hardcore em relação a um jogo/console/empresa, os gamers mais comuns são os que jogam várias tipos de jogos de diversos anos (sejam dos mais velhos aos mais recentes), apesar de preferir, normalmente, um estilo específico (o que o faz sempre estar atento a atualizações)


  • Fã de Star Wars/Star Trek

  • Com a febre da viagem no espaço, fãs fanáticos por ficção científica surgiram de todo lugar com o Star Trek e Star Wars, pelos anos de 1970. Até hoje fazem conferências, discutem histórias, teorias conspiratórias, personagens, naves espaciais e tudo mais o que estas séries tem direito. George Lucas sempre tem coisas novas a adicionar a sua série Star Wars e seus fãs fiéis costumam ser bem receptivos a estas mudanças.



  • Otaku

  • Desde o período Nara (século VIII d.c), artistas ilustravam folclores japoneses para rápido entendimentos dos aldeões, com figuras e textos. A popularização do mangá, no entando, deu-se durante a segunda guerra mundial e com os americanos que foram ao Japão, levando, com eles, o comics. Inspirados por aquela rápido e dinâmica leitura, criou-se os mangás e os fãs dos quadrinhos japoneses, tal qual como os fãs de quadrinhos.
    Otakus costumam, além de serem fãs de quadrinhos japoneses, mangás, serem bem receptivos as animações de seus mangás, os desenhos animados japoneses, conhecidos como anime. Além disso, possuem extrema tendência para ter gostos nipônicos populares, devido a grande influência dos animes. Passando, assim, a ser um grande consumidor em potencial (asiático, excluindo a Rússia).

    Com esses grupos principais, a fusão de um deles com outro é a coisa mais comum que existe, surgindo, assim, milhões de tipos sub-tipo de geek (tipo um otaku fã de quadrinho marvel gamer sonysta estudante de ciência da computação).
     
    Mistura ali, pega um grupo ali, voalá!

    Não acho que eu deva entrar no detalhe que muitos destes grupos brigam entre si, como os fãs de comics e os otakus (um julga ser melhor que o outro) ou entre as brigas dentro de um mesmo grupo, como Fãs de Star Wars e Fãs de Star Trek. Muitos dos leitores sabem que a vida não é um mar de rosas. Tentei classificar os principais grupos e aprensentar uma espécie de "árvore genealógica" com o desenho. Lógicos que eles estão muito amplos e nem você se classifica dentro de só uma classe, leitor.

    -Hey... Roxas... Eu não me encaixei nem no próprio grupo Geek... O que eu sou, afinal?

    30 de junho de 2011

    D&D: Roll a D6

    Boa tarde senhoras, senhores, senhoritas, dinossauros e unicórnios.
    Semana passada não pude postar nada sobre nada porque enfrentei grandes problemas técnicos. Todo mundo está de férias menos eu, que tem um bando de projetos pra entregar ainda.

    Se eu queria continuar meu talkshow do Sofá fedorento?

    Mas como parece que ninguém gostou e nem me deram permissão pra continuar...

    Hoje vou falar de um jogo muito, muuuuito épico. Um símbolo, um orgulho.
    Desde de 1974 fazendo histórias.
    Um dos primeiros.



    Querendo ou não, você sabe muito bem, ou tem noção, do que seja um RPG (Role Playing Game/Jogada Por Turnos). O rpg que irei falar muito brevemente hoje é o ícone nerd Dungeons & Dragons, abreviado como D&D.

    Não preciso explicar muito. Basicamente, para se jogar D&D (ou qualquer outro rpg), é necessário, pelo menos, uns três fundamentais requisitos:
    1.Um Mestre do Jogo (Dungeon Master/DM)
    2.Mínimo de duas pessoas para fazer um personagem cada
    3.Livros para auxiliar

    Como o nome já diz, Mestre do Jogo é... O Mestre do Jogo. Ele quem determina as regras de como vai ser jogado o rpg, como serão os atributos dos personagens, os monstros e a história a se seguir.
    O problema é que não é todo mundo que consegue criar uma história épica digna de rpg do nada, então os livros de rpg ajudam neste quesito, onde especifica os monstros, as armas, o ambiente e tudo mais que o Mestre precisa pra criar uma boa história, como o Livro do Mestre e o Livro dos Monstros. Existem outros livros de D&D, mas estes são essenciais para o Mestre ter mais controle e ideias do que fazer na história (comumente medieval, para fazer jús as armas).

    As outras duas pessoas criam seu personagem (as vezes, desenham-o), criam uma história pessoal, características pscicológicas (as quais devem ser interpretadas) e entregam pro Mestre avaliar. É responsabilidade do Mestre enquadrar seu personagem na história do rpg mesmo.
    Uma dica é nunca criar um personagem com uma personalidade que você não está preparado para interpretar, pois no role-play vai ser exigido que você pense como seu personagem e tente sair de situações que o Mestre colocará.
    Entretanto, o Mestre é livre para matar seus personagem com a GUITARRA ASTRAAAAAL!
    Na verdade, o monstro mesmo se chama "Piano Astral", em que ele é invocado apenas pelo Mestre e não pode ser derrotado. Quando ele aparece, da sua dimensão inter-astral, ele cai no personagem desafortunado, esmagando-o imediatamente sem possibilidade de ressureição. Quando os céus se tornam negros e uma música clássica toca do nada, é sinal de que alguém irá morrer com um piano na cabeça.
    Se você é tímido, não crie um personagem mulherengo, pois, ao ver uma mulher muito bonita, mesmo sendo inimiga, ele vai querer seduzí-la e você, tímido, não vai conseguir fazer isso. Se interpretar errado, de acordo com o Mestre, é passível de punição ou então morte de personagem.

    O Mestre quem decide quais as raças que terão na história e o Livro do Jogador possui um guia com todas as raças, religiões, vestimentas e tudo mais que o jogador precisa saber para fazer um bom personagem e conseguir interpretá-lo sem receber punição.

    Não tem como eu falar muito bem sobre como jogar este jogo pois ele lhe dá infinitas possibilidades de como jogar, tudo depende do Mestre.
    Porém, uma grande diferença de D&D é o uso do Dado de 20 lados, o D20. A parte de história do jogo normalmente é decidida com o rolar destes dados, por exemplo:

    Vocês estão em um bar tomando cerveja
    P1: Mestre, quero começar uma guerra de comida.
    Mestre: Rola um D20 com dificuldade 15.
    *rola o D20 e deu 10*
    O P1 grita "Guerra de Comida" no meio do bar e todos os olham desconfiado pra ele
    P1: Agora quero roubar as calças do cara sentado ao meu lado. Ele parece ser rico.
    Mestre: Rola um D20 com dificuldade 20.
    *rola o D20 e deu 20*
    Furtivamente, o P1 rouba as calças de um nobre senhor feudal.

    Estas dificuldades são decididas pelo Mestre e ele tem que estar preparado para qualquer situação inusitada que os jogadores forem fazendo, sem perder o foco da história. Um rpg sem uma ideia fixa de como será o começo, meio e fim tem um fatídico destino de ser abandonada pelos seus jogadores, pois acaba se tornando muito confusa.

    As lutas são, basicamente, como lutas desses rpg de video game que você com certeza já deve ter jogado (a única diferença é que você não vê o HP do monstro no canto superior esquerdo da tela). Seu personagem, dependendo da raça e classe, possui ataques, que podem ser evoluídos. Nas sessões que eu joguei, havia o seguinte esquema:
    1. Jogar D20 para acertar o monstro, em que a dificuldade do monstro são os pontos de Iniciativa dele
    2. Se acertar, jogar dados de dano
    3. Se errar, o monstro ri de você
    4. Se errar tirando 1 no D20, você escorrega e leva dano

    E ia de personagem a personagem de acordo com este esquema. Para o monstro, mesma coisa.
    Uma dica para o Mestre é nunca colocar monstros demais numa mesma batalha, pois esta pode se tornar extremamente longa. Se possível, no meio da batalha, adicionar um role-play. Assim se torna mais dinâmica.

    Pode parecer cheio de regras, mas acredite que é muito divertido de se jogar. Há Mestres bons e há Mestres ruins, mas, não importa que tipo de Mestre é o seu, o jogo sempre será divertido ao se jogar com amigos. Há opções de se jogar rpg no msn, com o programa Roller Dice, mas é sempre mais divertido jogar ao vivo mesmo (e mais fácil de organizar).

    Para finalizar o post, não vou só dizer que D&D é divertido e talz como existem Jogos e Séries (não falo da quantidade de fics) baseados em histórias que foram criadas em sessões de RPG (sabe como é, alguns Mestres se empolgam demais /háháhá)


    Há muitas outras referências de histórias criadas a partir de D&D e outras lombrigações de Mestres loucos, mas encerro este post por aqui. Já basta eu ter colocado uma série amadora chamada "The Gamers" aqui, né, Vick?
    GNMH - CRÉDITOS ❤